QUENTIN TEM QUE MORRER - SAMUEL CARDEAL

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QUENTIN TEM QUE MORRER
ISBN: B01N95KIXL
Ano: 2016 / Páginas: 200
Idioma: português
Editora: EX! Editora


BIOGRAFIA
Samuel Cardeal nasceu em Belo Horizonte ano de 1986. É contador por profissão e escritor por uma inexplicável necessidade espiritual. Apaixonado pela arte de contar histórias e sempre ávido por novos e surpreendentes enredos decidiu contar, ele mesmo, a história que gostaria de ler.
Gosta de cinema, quadrinhos, televisão e, obviamente, literatura. Aprecia todos os gêneros e acha que todos podem render obras geniais, separadamente ou misturados em uma única empreitada.
Seu primeiro romance, Demônios não Choram, traz uma mistura de tudo que leu, viu e ouviu em toda sua vida, criando uma história especialmente singular.

SINOPSE
Quentin é um jovem comum, com um emprego comum e uma vida comum. Seus dias de marasmo chegam ao fim quando, saindo do trabalho para ir a uma sessão de cinema, vê-se seguido por dois homens armados. A partir daí, mergulha em um turbilhão de acontecimentos, em meio a perseguições, tiroteios e boates de striptease, e tem que fazer de tudo para manter-se vivo. Com alguns aliados e muitos inimigos, Quentin sabe que querem seu sangue, mas não faz ideia do porquê. A única coisa que sabe é que não está pronto para morrer.

Inspirado na vida e obra de Quentin Tarantino, "Quentin Tem Que Morrer" é uma aventura divertida e violenta, uma homenagem despretensiosa ao trabalho do cineasta.



RESENHA
Já conhecia o trabalho do autor Samuel Cardeal. Tive oportunidade de ler dois de seus livros. Ambos com resenha, aqui no blog: O Quarto Cavaleiro e Depois do Fim. Por isso, digo com segurança que a maturidade de Samuel na escrita vem em um crescente.
Para começar, a criatividade na propaganda desse livro foi, sem dúvida, o que chamou minha atenção. Samuel conseguiu aproveitar cada momento controverso na política brasileira para criar baners inusitados. Mas não foi só isso. O título nos faz imaginar o recheio dessa obra. Por que Quentin? Bom, aí é bem óbvio. Samuel é fã dos filmes do diretor Quentin Tarantino. E o que ele poderia escrever, usando Quentin como protagonista? Essa é a grande questão.
Procurei evitar ler resenhas sobre o livro, para não sofrer influências na hora de pensar a respeito do que analisar dessa história. Então, se houver alguma semelhança com outras resenhas, será positivo. Significa que Samuel conseguiu seu intento.
A história começa despretenciosa, mostrando a vida do jovem Quentin, dono de uma vídeo locadora e seu fetiche por pés femininos. Também nos faz viajar para a infância do protagonista e nos revela a existência de um livro que passa de geração em geração e que, aparentemente, é o gerador da necessidade de Quentin fugir para sobreviver.
O livro é dividido em três partes. O início, que acabei de citar; o meio, que é o reencontro de Quentin com Ben - um tio porra louca - e a contratação de um mercenário; e o final, recheado de muito sangue e ação.
No início de cada capítulo existe uma citação de um filme. A imaginação voa, porque imaginamos encontrar dentro daquele trecho, um personagem conhecido daquela obra. Corremos atrás da informação no Google, buscamos por imagens que façam com que nos lembremos daquilo que o escritor usou como base. E as surpresas nos pegam e trazem risos, tensão e muita adrenalina.
Samuel cria uma urgência em vermos algo novo, uma quebra de padrões da normalidade da escrita. E ele nos leva, com desespero, a virar as páginas e buscar o final da história. Afinal, Quentin tem mesmo que morrer e por quê? Até o final da parte dois, só temos conjecturas. As pontas vão se unindo, mas não nos dão a resposta às perguntas.
Então, temos uma trama muito bem construída e, conforme as personagens vão surgindo, vamos embarcando em um mundo em preto e branco com uma boa dose de vermelho.
No capítulo final, quando entendemos todo o motivo de tamanho sofrimento impingido a Quentin ficamos aliviados em saber que o desfecho foi o melhor, porém Samuel nos reservou algo mais que especial. Uma bomba que explode nossa cabeça e faz com que tenhamos vontade de pegar uma AK 47 e mandar cada bala na direção de … Samuel Cardeal.
Dito isso e retirando a raiva que inundou minha alma com o que o escritor fez, acrescento outra qualidade ao livro: a edição. Não encontrei erros grotescos gramaticais. O cuidado com a construção das frases fez com que a leitura não tropeçasse e seguisse livre.
Parabéns aos envolvidos no processo.
A capa é bacana. Retrata bem o que iremos encontrar dentro da história.
As personagens são boas.
A escolha do narrador em terceira pessoa me agradou e o ponto de vista restrito em Quentin, também, mesmo que, eventualmente, ele tenha optado por trocas repentinas, não atrapalhou o mergulho no enredo.

Um livro que recomendo a todos que gostam de perseguições, tortura, violência e todos aqueles temperos que Quentin Tarantino coloca em seus filmes.

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1 comentários

  1. Gostei da sua resenha. Acho que apontou coisas bem pertinentes, como sempre.
    Abraços!

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