INTELIGÊNCIA DAS COISAS CEGAS - MATHEUS ROCHA

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 INTELIGÊNCIA DAS COISAS CEGAS
Matheus Rocha
ISBN-13: 9788592015909
ISBN-10: 8592015901
Ano: 2015 / Páginas: 80
Idioma: português
Editora: u-Carbureto

SINOPSE
 "Quem diria que naquele espaço estéril, encardido e pálido do apartamento aquilo ia acontecer – não sei o que aconteceu, e se aconteceu. Tudo isso podia ser só invenção, mera especulação descarnada do plano físico. Mas sabia, desde já, que aquela coisa ia virar referência: ia ser tatuagem, cicatriz, mancha, massa sem fermento ou qualquer coisa que o valha. Eram os olhos abertos, a boca pronunciando e provocando, os lábios se chocando maciamente, e tudo isso se avolumando, se encorpando – condição humana. Não era amor, não é e não será. Amor desumaniza. Era o que tinha que ser. E o que podia ser?”


O AUTOR
Matheus Rocha tem corpo recifense e alma garanhuense. É ficcionista, coordenador de oficinas de criação literária e cinéfilo inveterado. Participou de diversas antologias de contos e poesias, de 2013 para cá.
Um dia, ainda sangrará cafeína.



RESENHA
Foi difícil começar a escrever sobre o livro do autor Matheus Rocha, porque os contos mexeram muito com o meu equilíbrio interior. Vamos ver se eu explico.
Não é uma leitura para uma tarde. O livro trás desafios em cada parágrafo e ao final de cada conto é preciso fazer um balanço do que foi lido. Onde, em que momento da vida, aquela situação poderia ter sido a sua própria vida. Sim, bem assim, porque ele fala da vida, da solidão, das angústias do amor e desamor, das decisões, da distância, do desejo da  morte, da morte, das perdas, do abandono, do que escondemos de nós mesmos e dos outros, principalmente. Ele provoca ama busca por algo que deixamos de viver, ou vivemos, pelos sentimentos que desperta e, ao mesmo tempo, nos faz fugir de nós.
Não é, definitivamente, mais do mesmo. Assim como não é apenas um livro de contos. É um grande fluxo de consciência simultâneo na escrita, intimista, e nas cenas narradas. É possível ver e sentir ao mesmo tempo o que os personagens vivem. Por isso, intenso.
Não sou dada a fazer comparações, mas quem leu Clarice Lispector e Caio Abreu, vai mergulhar em Inteligência das Coisas Cegas e se afogar em cada conto.
Quem, por exemplo, desejou alguém com tanta intensidade que os olhos mostraram o desejo e o corpo executou a tarefa do descobrir o outro? É assim, no conto Paixão segundo o egoísmo. E o suicídio, ou o desejo de colocar um ponto final na existência, vendo a vida ao longe, pesando as possibilidades, como no conto Este lado da calçada? O que se passa na cabeça de alguém que acorda de madrugada e olha o outro dormindo, flagra uma lágrima que não viu rolar e se pergunta se faz parte daquela vida ou a está invadindo, como em História das lágrimas?
Inteligência das Coisas Cegas é isso. A vida escancarada. Um diálogo intimo colocado a público, como o prólogo.
Não há como fugir dos questionamentos que o autor Matheus Rocha nos trás. Então, prepare-se para um mergulho profundo, em águas escuras, que poderão fazer emergir de você sentimentos que não podem ser vistos, mas que, em algum momento, se farão claros como o dia.
E, qual não foi a minha surpresa ao chegar ao final e ver um agradecimento, feito pelo Matheus, a minha pessoa. Obrigada, Matheus, pela generosidade.

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