MAGABARAT

17:22

Magabarat é:

GUILHERME SANTIN, sintetizadores
GUIDO BRACAGIOLI, contrabaixo e flauta
FELIPE GIROTTO, bateria e percussão

Participações:
RAFAEL DE BONI, acordeon em “Canta Compay”
LUCIANO BALEN, derbak em “Primeiro Dia de Batalha”
MARCOS DE ROS, guitarra em “Primeiro Dia de Batalha”
Gravado no inverno de 2015 no estúdio Noise Produtora de Áudio
Produção musical: Luciano Balen
Produção executiva: De Guerrilha Produções Artísticas
Mixagem e masterização: Marcelo Generosi
Fotografia: Paulo Pretz
Identidade visual: Alisson Andrighetti
RETROLA DISCOS, 2015
Caxias do Sul/RS/Brasil

Literatura se completa com música, por isso fou falar sobre música.
Uma surpresa e tanto! Achei que encontraria outro tipo de composição, mais rock'n'roll, mas vocês construíram algo melhor. Progressivo, com uma mistura de jazz, soul, funk, baião, reggae entre outros ritmos. Sensacional a  mistura que vocês conseguiram produzir.
A primeira coisa que fiz: entender o significado do nome do álbum: Magabarat. Google respondeu, por alto, mas pelo que entendi, tem a ver com a Índia. O texto sagrado de maior importância no hinduísmo. Corrija-me, Felipe, se eu estiver errada, por favor.
Noctivago, a primeira faixa, os pés começam a acompanhar o ritmo. Tem algo de mágico nas notas.
Com Urutau Baião, fui ao sertão. Lembranças de acordes de Luiz Gonzaga, Alceu Valença e outros talentos. Uma visão de Lampião e os cangaceiros, nas paisagens secas, em uma época distante da história.
Canta Company, em muitos acordes, me lembrou trechos das músicas de James Bond, apesar do toque nordestino do acordeom, viajei do nordeste para a Itália, para alguma parte do Caribe e me perdi em outras paisagens e cenas de filmes. Música é sentimento, lembrança, interpretação de mundo. Cada um vai ter sua própria experiência. Gente, que delícia!
Tupã e Araci é chamamé? Porque dancei com ela. Rodopiei pela sala e vi uma história se construindo no compasso das notas. A conquista, a traição, a vingança, a tristeza de uma vida destroçada e, talvez, um reinício. Criatura, dá para construir um conto.
E vamos para Axioma. A manutenção de um padrão, sua desconstrução e o surgimento de nova possibilidade, e o retorno ao que sempre existiu. Não canso de me surpreender com cada faixa de Magabarat. Talvez minha imaginação esteja fluída em excesso. E vamos adiante.
Vampir Vecera. O nome faz com que se pense em lugares escuros, cavernas, castelos com salas imensas, um conde com sua capa longa e negra, a pele branca e a eternidade. E você escuta a melodia, se deixa levar por essa construção do imaginário, onde tudo flui e converge para o ponto em que a existência se torna eterna.
E depois de seguir pelo mundo sombrio, se chega ao Caminho do Monstro. Um labirinto de notas e acordes. E, quando você acreditar que não há saída, lá está ele, a sua frente, fazendo com que continue a corrida em busca da saída.
Primeiro Dia de Batalha, com o que eu esperava que viesse, um solo de guitarra. Não poderia terminar o CD de outra forma, com direito a um passeio pelo Saara, no lombo de um camelo, seguindo a caravana. Ao fundo o horizonte e os guerreiros duelando, manchando o chão amarelo com vermelho. Uma observadora dos acontecimentos, sem preferencia de lados e com a certeza de que aquele seria só o começo de algo muito maior.
Em segundos, e a cada faixa, mais meus ouvidos agradeceram a aquisição.
E foi só deixar correr. O CD é muito bom. 
Parabéns aos garotos da banda!

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