CELA DE PAPEL

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SINOPSE
Segundo livro, publicado em 2006, esta obra também ficou entre as mais vendidas da Feira do Livro de Caxias do Sul. Novela fragmentada, com nuance autobiográfica, Cela de Papel é uma obra profunda e faz uma verdadeira apologia ao livro e ao hábito da leitura. Tudo aqui é metalinguagem. Inovador para os padrões de nosso mercado editorial, é uma obra obrigatória para os amantes da literatura de invenção. Uma fantasiosa alegoria sobre a arte das letras. Como diria José Clemente Pozenato: “Quem gosta de saborear as palavras, não na sua ‘literatice’, mas na sua vasta possibilidade de combinações dentro da panela do texto, vai se deliciar com este livro.”

O AUTOR
Uili Berbamin é scritor e mais jovem membro da ACL - Academia Caxiense de Letras, ocupando a cadeira de número 4 da instituição. Autor de 10 livros: "O Sino do Campanário" (contos), "Cela de Papel" (novela), "Do Útero do Mundo" (poesias), "A Ilha Mágica" (juvenil), "Contos de Amores Vãos" (contos), "Tetraedro" (crônicas), "Luiz Pizzetti - Uma consciência que pulsa" (biografia), "A Mordaça" (juvenil), "O Suor dos Fortes" (poesias) e "Bisbilhoteca" (infantil). Realiza palestras e oficinas sobre literatura e leitura em escolas e eventos literários. Também escreve para a Revista Acontece Sul, onde indica bons livros, para a Revista Volare Club, do Grupo Marcopolo e colabora para jornais da região da Serra Gaúcha.

CELA DE PAPEL - Resenha
“Cela de Papel” é um livro diferente de todos os outros. Não espere uma história com início, meio e fim, como normalmente encontramos em livros de contos. Nem espere que o autor se preocupe com isso. Ele mesmo nos adverte, logo no início: “O que segue é apenas literatura, apenas exercício de linguagem. São textos antigos, que deveriam ter sido jogados fora, mas que fazem parte da minha história literária e, por isso, decidi reescrevê-los. São, como gosto de dizer, ideias soltas. Sem braços nem pernas, mas que talvez sirvam de espelhos.”
Sem sombra de dúvida, há muitos reflexos em cada um dos contos escritos por Uili. Reflexos de saudade, de dor, de dúvida, de apego, discórdia e até de indigestão.
Cada leitor vai se encontrar em algum dos contos. Em alguma linha ou expressão. Vai acabar mergulhando na profundidade da alma e dos pensamentos que o afligem.
Mas há, também, poesia em cada linha. Há um trato especial para com a linguagem, que nos faz pensar que estamos lendo um poema e não um história. Não que poemas não possam contar histórias, contudo o uso de frases curtas, de metáforas e outras figuras de linguagem, criam um ritmo especial em cada parágrafo que nos transporta para nosso íntimo e nos faz esquecer da realidade.
No conto “Uma pitadinha de nada de felicidade” define dois tipos de amores diferentes: aquele que prefere a liberdade e acredita que é aí que está a felicidade, e o que acredita que a felicidade está no outro. Mas há um terceiro, que não consegue viver nem uma coisa, nem outra. É um daqueles contos que nos fazem pensar nos motivos de termos ancorado nosso navio em porto seguro e não nos aventuramos mar adentro.
Com certeza, não haverá apenas uma interpretação para os contos dessa obra.
Um conselho: não leia com pressa. Saboreie as palavras. Deixe-se levar por elas e mergulhe em seu próprio mundo. Você, certamente, conseguirá se ver refletido em cada um deles.

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