A BANDEIRA DO ELEFANTE E DA ARARA - ENCONTRO FORTUITO

17:21

O AUTOR
CHRISTOPHER KASTENSMIDT
Christopher Kastensmidt, 41 anos, é professor e escritor texano, mas que mora no Brasil há 10 anos. Nesse tempo, Kastensmidt trabalhou como sócio-diretor da empresa gaúcha de videogames Southlogic Studios, onde negociou dezenas de contratos com empresas estrangeiras e participou da produção de diversos games nos cargos de diretor criativo, game designer, produtor e programador. Ele criou o conceito original e fez o projeto de game design do jogo brasileiro mais vendido no exterior, Casamento dos Sonhos, com mais de um milhão de cópias vendidas. No final, a empresa foi vendida para a multinacional Ubisoft Entertainment, onde trabalhou como Coordenador de Estúdio e Diretor Criativo da Ubisoft Brasil. Mas hoje em dia ele dá aula na UniRitter e faz consultoria sobre criação de propriedades intelectuais e narrativas, além de continuar com a sua carreira de escritor.
SINOPSE
Na selva tropical do Brasil Colônia, povoada por onças, jibóias, curupiras e Sacis-Pererês, dizem os veteranos que muitas vezes uma mente afiada é mais útil do que uma espada afiada.
Gerard Van Oost e Oludara aprendem essa lição enfrentando os mistérios de um país nascendo entre a floresta e o mar, com aventureiros cruéis, tribos misteriosas, escravidão e montanhas de jóias que incendeiam a imaginação dos homens.
A Bandeira do Elefante e da Arara é um hino às grandes aventuras da literatura universal, e um olhar lúdico e carinhoso ao país que o autor escolheu para viver.
RESENHA
A história de lendas brasileiras no cenário colonial, com cores nunca antes vistas, é contada por Christopher de maneira primorosa. Vamos conhecer o Boitatá e o Saci-Pererê com outros olhos nas selvas inexploradas do Brasil.
O autor não apresenta apenas uma boa história em formato de HQ, mas também relata a maneira cruel e preconceituosa como os negros eram tratados pelos colonizadores e escravagistas.
Gerard e Oludara encontram-se em Salvador, após a morte do Boitatá pelos homens de Antônio Deias Caldas e mostram-se destemidos, determinados e homens com valores morais sem precedentes. Raridade no mundo antigo e no mundo atual. Não há como não nos envolvermos com ambos e torcermos para que tudo dê certo ao final.
Gerard enfrenta o preconceito de cristãos contra protestantes no Brasil. O antagonista demonstra a sordidez de Antônio Dias Caldas e a maneira prepotente com que usa seu prestígio diante de todos, colocando Gerard em uma posição difícil diante do governador.
A história de vida de Oludara, feito prisioneiro em Ketu, é outra surpresa. Um negro com astúcia e inteligência para se livrar de inimigos indesejados, mas com talento e intuição para identificar e diferenciar amigos e inimigos.
A linguagem simples e as imagens criam a ambientação perfeita e nos fazem viajar para o Brasil colônia, com a recordação das aulas de história das Entradas e Bandeiras e a conquista do interior do país.
Ao final, a decepção e a de não ver como nossos dois protagonistas, Gerard e Oludara, continuam sua jornada ao formarem uma nova dupla de bandeirantes, prontos para enfrentar o mundo das lendas das selvas brasileiras.
Mais que recomendado!

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