DIGA NÃO

04:36



Você quer afastar o leitor do seu texto?
O que não fazer é tão importante quanto o que fazer.
O texto do Nano dessa semana está bem explicado, mesmo que eu discorde um pouco do primeiro item.

Às vezes a história pregressa é a melhor maneira de ajudar o leitor a entender o início da trama, a compreender o protagonista e suas atitudes. Alguns cuidados devem ser importantes, óbvio, como o não entregar todo o outro de uma vez só. Então, a história pregressa, quando usada, deve ter um objetivo que faça o leitor seguir a viagem.
Quanto aos demais tópicos, não há o que acrescentar.
As descrições em forma de cascata,  quando o autor explica detalhadamente tudo sobre quem está na cena é cansativa e desnecessária. E é o que mais se encontra nos livros de escritores iniciantes.
Um exemplo:
“Lysander a encarou. Emma era uma menina muito baixa para a sua idade, com longos cabelos loiros que, na ocasião, estavam presos num rabo de cavalo malfeito, olhos verdes muito brilhantes e alegres, um rosto fino de traços leves e uma pele muito branca e sardenta. Estava vestindo uma roupa trouxa: uma blusa larga azul, de manga, e calças jeans apertadas, sem bolsos, além de um tênis vermelho desgastado e velho. Lysander se perguntou o que ela estava fazendo ali, no mesmo vagão que ele, e por que não tinha o mínimo senso de moda.”
Retirei isso do site A Voz da Terra do Nunca http://avozdaterradonunca.tumblr.com/post/111509422774/descrevendo-fisicamente-os-seus-personagens
Uma descrição assim mata o desejo do leitor em construir o personagem. Eu pulo os parágrafos sem dó e perco a vontade de continuar lendo.

O item 3 arrancou meus dedos. Tinha o costume de fazer esses malabarismos. Muita ação sem motivo. Hoje, tomo o máximo de cuidado para não cair nessa armadilha.
 Espero que acessem o site do Nano e aproveitem as dicas.
Segue o link para vocês. http://nanofregonese.com.br/como-nao-engajar-o-seu-leitor/

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