O QUARTO CAVALEIRO - A AUTOBIOGRAFIA DE UM PSICOPATA INVETERADO

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O QUARTO CAVALEIRO - A AUTOBIOGRAFIA DE UM PSICOPATA INVETERADO
SAMUEL CARDEAL

QUEM É SAMUEL CARDEAL?
Samuel Cardeal nasceu em Belo Horizonte ano de 1986. É contador por profissão e escritor por uma inexplicável necessidade espiritual. Apaixonado pela arte de contar histórias e sempre ávido por novos e surpreendentes enredos decidiu contar, ele mesmo, a história que gostaria de ler.
Gosta de cinema, quadrinhos, televisão e, obviamente, literatura. Aprecia todos os gêneros e acha que todos podem render obras geniais, separadamente ou misturados em uma única empreitada.
Já escreveu: “Demônios Não Choram” , “Um Cântico de Silêncio”,  “Crônicas de Sangue, Suor e Samba” - todos à venda na Amazon, onde também encontram-se outras obras. “Flashback - Duas vidas em rota de colisão” que se encontram na plataforma Wattpad.

SINOPSE
Leonel sempre foi o filho perfeito; orgulho da mamãe e do papai; sonho de todas as mães da cidade e admirado pelos amigos e conhecidos de seus progenitores. Mas por trás de um rosto de anjo sempre há a carranca de um demônio à espreita.
Ainda criança, Leonel descobriu sua sede por sangue e violência, e usará de todas as artimanhas que sua mente privilegiada puder engendrar para satisfazer uma sede que jamais poderá ser saciada.
Da infância na pequena cidade de Felicidade até a vida adulta, Leonel conta suas memórias e revela os segredos de sua pisque obscura e magistral.
Algumas pessoas conseguem ser piores que o próprio diabo.

RESENHA

E a narrativa começa em primeira pessoa.  Leonel, um psicopata, conta a própria história e a primeira cena cena é possível desenhar na mente, exatamente como um filme em tela de cinema, com as cores, o som e os sentimentos à flor da pele. É isso que me fez virar a página.
Samuel dividiu “O Quarto Cavaleiro” em três partes. Cada uma delas retrata uma etapa da vida de Leonel. A construção do que ele é e no que ele se transformou.
Não sei se acredito em memória tão límpida de alguém que narra a própria história. Essa habilidade me deixou com dúvidas sobre Leonel. Eu não lembro de muitas coisas dos meus primeiros anos de escola, porém não tive, nem tenho, uma personalidade como a dele: com desejos de atingir os outros de forma maldosa. Mesmo assim, não é comum lembranças tão vívidas, com tantos detalhes.
Há citação de acontecimentos marcantes da história do país, do mundo, da música, da literatura e da arte nos capítulos que determinam mudanças na vida de Leonel. Gostei dessa localização temporal utilizada pelo autor, assim como as letras das músicas na abertura dos capítulos e das citações utilizada pelo autor.
Quando Leonel faz sua primeira vítima, meus olhos correram pelas palavras em busca da tortura, do sangue, de tudo o que vem em uma situação assim. O autor Samuel, no entanto, me privou dessas imagens. Boa tática, mesmo porque o desenrolar dos fatos vai nos mostrar que nem tudo é preciso dizer.
E o “amor" - se é que posso dizer que um psicopata ama - dá uma trégua ao matador quando encontra Beatriz. Em algum ponto dentro dele mesmo, Leonel poderia se livrar daquele transtorno se permitisse que o amor sobrepujasse a vontade de matar? Seria possível? Sonhos de leitora. Mas a natureza que constitui o assassino tinha força para sobreviver a um universo de sentimentos positivos. E Beatriz foi totalmente esquecida quando cheguei ao final da parte dois.
A "afeição" de Leonel para com o amigo Albertinho e Beatriz foram bem marcadas e o autor me fez acreditar que há sentimentos no protagonista (antagonista). A dissimulação e a manipulação são características dele e não o transforma em uma caricatura e isso é muito bom. A verossimilhança entre a ficção e a realidade ganha contornos palpáveis.
Leonel se afastou 100% da família. Depois da mudança do interior para a capital, não mencionou mais os pais. Uma lacuna na vida da personagem normal para psicopatas, que não possuem a capacidade de amar ou sentir qualquer tipo de afeto. Só retorna com a morte do pai, lá no final da segunda parte da narrativa.
Algo que chama a atenção e acredito ter sido escolha do autor, Leonel não se constitui um psicopata por conte de uma família desequilibrada, ou por traumas decorrentes de maus tratos. Ele parece nascer com a doença. Sei que há o fator genético e há médicos que contestem o fator social como um dos determinantes para o aparecimento da doença, então entendo que o autor fez uma opção para a criação de Leonel.
Alguns capítulos adiante, sim, pulei alguns, porque queria mais ação do que a história de vida do matador - minhas desculpas ao autor, Samuel, mas é meu instinto buscar por textos que me façam querer correr - e lá estava a ação mais uma vez com a chegada de Daniel, um investigador perspicaz. Alguém que pode encontrar Leonel, ou pelo menos vai tentar. As letras que Leonel deixa gravadas nas vítimas são um grande mistério e vão se manter assim até o final.
O autor é bem humorado na escrita, mas isso eu deixo para você, leitor, descobrir.
E as últimas vítimas são algo impensável. Se elas vivem ou morrem? Se Leonel será preso, ou morto? Isso também deixo para você.
Parabéns ao autor Samuel Cardeal pela diversão que a leitura me proporcionou.

Pontos para o autor pensar:
Algumas certezas de Leonel me incomodaram. Como a história é narrada em primeira pessoa, pelo próprio Leonel, não me parece lógico que ele saiba sobre conversa entre policiais, nem saber se o policial X vomitou quando encontrou o corpo da vítima. Narrativas em primeira pessoa não oferecem essa possibilidade, a não ser que o narrador estivesse vivenciando a cena junto com os policiais.
Durante a leitura, fiquei com várias perguntas sem respostas. Não sei se a intenção do autor foi deixá-las assim mesmo, ou se foi um lapso da parte dele.  Perguntas pertinentes, pelo menos para mim. Por exemplo: como uma criança guarda instrumentos como martelo dentro de uma mochila no armário e a mãe não percebe? A tortura tem ligação com gritos,, então de que forma Leonel abafou os mesmos, visto que não faz menção de ter utilizado mordaça? O professor de história é um mistério. Não sei que fim levou, nem porque não procurou se vingar de um adolescente psicopata, sendo que o professor também era igual. O que Leonel fez com o dinheiro roubado? Entre outras.

De toda forma, a leitura continua recomendada.
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Para entrar em contato com o autor, acesse -> https://www.facebook.com/samuel.decastrosantanacardeal?fref=ts

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