GAIAN O REINÍCIO - CLÁUDIO MANOEL DE ALMEIDA

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Gaian - O Reinício

Sinopse
Gaian – o Reinício é uma fantasia épica e narrará os últimos acontecimentos da 7ª Era daquele mundo que revelaram o nascimento de uma guerra, a queda do grandioso Reino do Norte e o reaparecimento dos guerreiros sagrados, um grupo de combatentes destinado a combater o mal que trará, a cada povo de Gaian, desespero, dor, pavor e morte e deseja acima de tudo a destruição. Quais escolhas devem ser feitas? O que importará mais? A força ou a sabedoria? Quais serão os caminhos dos guerreiros sagrados diante dos desafios? Haverá ainda espaço nas almas para a esperança?
Seja bem-vindo(a) a Gaian – o Reinício. Um livro sobre perdas, poder, pureza, vingança, aprendizado, medo e sobretudo crescimento. Um livro onde o passado, o presente e o futuro se encontrarão para formar o destino.

O autor
Cláudio Manoel de Almeida tem 39 anos e nasceu em Brasília. Desde cedo, se interessou por ideologias, simbologias, ciências, religiões e mitos. Foram os filmes, no entanto, que o levaram até o mundo de Gaian. Uma história iniciada em uma tarde de 2005 e terminada em meados de 2010.
Desde então, Cláudio se dedica a histórias de fantasia e ficção científica.

RESENHA
Após a apresentação do autor e da sinopse, vamos ao livro.
Gaian é um planeta, um mundo criado para abrigar a saga que envolve grandes batalhas, guerreiros com poderes espetaculares, lobisomens, dragões e magia.
O prólogo inicia acelerado, com uma batalha sangrenta que coloca fim ao Reino do Norte. Nele, paladinos enfrentam lobisomens com magia e fúria. Conhecemos alguns personagens como Erion, uma guerreira ciente de sua missão e esposa de Arffek. Este surge como uma nova esperança, um Guerreiro Sagrado, porém a morte de Erion o coloca em um ponto delicado na sua missão. Os questionamentos ficam no ar e, para descobrir as respostas, somente virando a página.
A aventura prossegue e encontramos outros personagens e novos acontecimentos. Um presságio sobre mortes e guerra e as dúvidas sobre acreditar em afirmações inconsistentes, que abalam a cidade de Arinon, onde Arffek reaparece em busca de um Guerreiro, Heim, a quem deve proteger para poder entregar-lhe a espada que está com Brisrar, outra Guerreira Sagrada.
Os vilões são apresentados desde o prólogo, mas surgem com muito mais fúria durante a narrativa. Totalmente voltados a conseguirem poder a qualquer custo, matam sem piedade e não se importam com a dor que causam, quer em seus ex-irmãos de luta ou em mulheres e crianças.
Uma jornada cheia de surpresas e a descoberta de um novo Guerreiro, que surge no Reino Bárbaro, Uthigar, Senhor dos Dragões.
A leitura exige atenção, pelas descrições complexas e pela alternância de pontos de vista entre os envolvidos, o que pode trazer alguma confusão ao leitor. Temos capítulos longos, nos quais algumas batalhas são travadas, o que pode ser excitante para alguns e cansativo para outros, porque não dá tempo de respirar.
Como leitora, fiquei feliz pela maneira como os vilões foram construídos e, não se engane, você vai escolher um dos Guerreiros por quem torcer e vai querer usar a espada e os poderes dele para ajudá-lo a alcançar seu objetivo. E vai desejar que ele não sucumba ao mal e aos poderes da magia que os deixam alterados e sem controle.
As batalhas são bem construídas e o leitor consegue entrar na cena e visualizar as magias.
Alguns diálogos soaram um pouco inverossímeis, mas não tiram a beleza da história. A descrição da paisagem, às vezes cansa, mas é necessária até para entender a geografia de Gaian.
Algumas partes são bem lentas e só ganham um "gás" quando ocorrem as lutas.
Senti falta de mais obstáculos aos Guerreiros no último capítulo, quando partem para buscar a espada de Uthigar.
O leitor chega ao final, se questionando sobre como as perdas em uma guerra podem influenciar a vida das pessoas e como cada guerreiro encontrará seu destino.
Um livro que recomendo para quem gosta de reinos fantásticos e de magia.

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