FAMINTOS - Leon Nunes

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Antes de falar do livro, gostaria de apresentar o autor: Leon Nunes escreve desde 1995. Participou das antologias: Irmandade das Sombras - CBJE/2008 - "A Devoradora d'Almas"; Autores Fantásticos - Ed. Argonautas/2012 - "A Origem do Horror de RedHook"; A Irmandade - Escritores de LitFan - Ed. CBJE/2013 - "Venere Tvrbvl"; Nevermore - Ed. Estronho/2013 - "O Olhos da Gárgula"; Ascensão de Cthulhu - Ed. Argonautas/2014 - "Velho Casarão"; e o conto "Messias", publicado no jornal Zero Hora - Caderno Planeta Ciência/2014. Também de sua autoria, o livro "Fúnebre Cortejo" de 2011.
Famintos é uma publicação feita através do Projeto Passo Fundo. Leon Nunes é membro ativo e tutor da Editora Projeto Passo Fundo e fundador do site A Irmandade.
FAMINTOS, de Leon Nunes, é o que eu chamo de um texto inesperado. Aquele que chega sem pretensão alguma, mas acaba por prender você por algum motivo que vai além das primeiras linhas.
Com uma linguagem cuidadosa e uma narrativa eloquente, Leon nos insere na cabeça de Plínio, um jovem cientista que apoia as ideias de Ambrose, renomado cientista e chefe do laboratório no qual trabalhavam e seu superior. Através de pequenos flashbacks, vagamos no tempo e no espaço para conhecermos um pouco da vida de Plínio.
Nos deparamos, então com uma pessoa de certezas absolutas diante das descobertas de Ambrose. Aos poucos, porém, essas certezas vão se tornando nebulosas. Plínio sente o peso de carregar o segredo que Ambrose esconde de toda a comunidade científica e do reitor do campus onde mantém o laboratório. Dividido entre a ética e o amor à ciência, Plínio vai se deixando levar pelas certezas que tinha sobre seu mentor Ambrose e porque a curiosidade também faz parte do cientista que ele é.
Famintos é um exercício sobre ética. Qual o limite para encontrar respostas? Qual o melhor caminho para chegar até elas? Também nos faz pensar sobre a relatividade do que conhecemos e como a vida é efêmera. Como tudo muda em um piscar de olhos e em como nos enganamos ao acreditarmos que temos a vida em nossas mãos.
Em uma combinação de angustia e ansiedade, Leon nos lança em um mar de inquietude, que faz emergir em nós as sensações mais primitivas de sobrevivência. Sem duvida, o mestre Stephen King, como bem lembrou Christopher Kastensmidt no prefácio, está presente na escrita de Leon Nunes.
Se você está faminto por uma história com esses ingredientes, sirva-se e deguste cada capítulo como se fosse o último. Apenas lembre-se de não mergulhar nessa narrativa à noite, porque você pode não gostar de descobrir o que toca a sua existência.
SINOPSE
Encontro-me agora com fome. Sujo. Suado. Um último pingo de esperança, uma esperança tão-somente humana, me faz publicar na rede este meu relato manuscrito. Na tentativa de encontrar outro alguém. Que, igualmente a mim, tenha escapado ileso. Ou quase. É um grito desesperado por socorro. Mesmo sabendo que ninguém, se é que haja alguém vivo, será capaz de mover um dedo a meu favor. Ademais, qual louco sairá de seu esconderijo direto para as mãos infestadas, encardidas e malcheirosas destes zumbis malditos? A ansiedade me consome. Finjo e brinco de responder mensagens manifestando vida humana mundo afora; deparar-me sozinho não é fácil. Louco. Quem sabe eu tenha me tornado um. A solução é aguentar até o amanhecer. Ver se há alguma nova estatística publicada na rede. Além da minha, é claro. Além de meu relato.
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